The Massacre of Thessalonica was a retaliatory action by the Roman Emperor Theodosius I in 390 against the inhabitants of Thessalonica, who had risen in revolt. In April 390, Butheric, the Roman military commander in command of Illyricum (which included Thessalonica), had a popular charioteer arrested for a sexual offence. The populace demanded the charioteer's release and, as Butheric refused, a general mutiny ensued which cost Butheric and several other Roman authorities their lives.

PropertyValue
dbpedia-owl:thumbnail
dbpprop:abstract
  • The Massacre of Thessalonica was a retaliatory action by the Roman Emperor Theodosius I in 390 against the inhabitants of Thessalonica, who had risen in revolt. In April 390, Butheric, the Roman military commander in command of Illyricum (which included Thessalonica), had a popular charioteer arrested for a sexual offence. The populace demanded the charioteer's release and, as Butheric refused, a general mutiny ensued which cost Butheric and several other Roman authorities their lives. As soon as Theodosius heard of the uprising, he got very angry, ordering an immediate retaliation. However, the army units sent to Thessalonica acted as if they had captured a hostile city and massacred several thousands of its inhabitants. Church historian Theodoretus puts the figure at about 7.000, saying: Although the Emperor changed his mind rather quickly and sent another messenger to cancel his previous order and to prevent the troops from massacring the inhabitants of the city, this revocation came too late. Ambrose, the bishop of Milan, after hearing about the massacre, left Milan (which was the residence of Theodosius at that time) and refused to celebrate a mass in Emperor's presence, until Theodosius repented. In a letter to the emperor, Ambrose explained his position and gave reasons for his resolution: "What could I do? Should I not hear? But I could not clog my ears with wax, as old fables tell. Should I then speak about what I heard? But I was obliged to avoid precisely what I feared could be brought about by your orders, that is, a bloodshed. Should I remain silent? But then the worst thing would happen as my conscience would be bound and my words taken away. And where would they be then? When a priest does not talk to a sinner, then the sinner will die in his sin, and the priest will be guilty because he failed to correct him. " According to Theodoret, when the emperor tried to enter a Milanese church, where Ambrose was about to celebrate a mass, the bishop stopped him and rebuked him for what he had done. And because the emperor “had been brought up according to divine words and understood well that some affairs are handled by priests, others by emperors”, he could do nothing but return "weeping and sighing" to the palace. Eight months had passed and Theodosius still sat in the palace, moaning and sobbing. His magister officiorum Rufinus, who "used great freedom of speech due to the familiarity with the emperor", noticed this behaviour, approached and asked him why he was weeping. Having been told, he volunteered to see the bishop and ask him to reconsider. Theodosius hesitantly agreed and even chose to follow Rufinus from a distance. Ambrose was not restrained at all when negotiating with Rufinus, scolding him and even accusing him of complicity in the massacre: "Rufinus, you are as impudent as a dog, because it was you who advised the emperor such a bloodshed. " When the emperor showed up, Ambrose at first remained stubborn and changed his mind only after Theodosius promised to promulgate a law, which in cases of death sentences would introduce a thirty-day lag before the execution.
  • Das Massaker von Thessaloniki war eine Vergeltungsaktion, die der römische Kaiser Theodosius I. im Jahre 390 an aufständischen Bewohnern der griechischen Stadt Thessaloniki durchführen ließ. Anlass der Aufstandsbewegung war die vom Heermeister des Kaisers, Butherich, angeordnete Verhaftung eines beliebten Wagenlenkers, der einen Diener oder sogar den Heermeister selber versucht hatte sexuell zu verführen. Der Wagenlenker wurde in ein Gefängnis gesperrt, doch die Bürger von Thessaloniki verlangten dessen Freilassung. Butherich, ein Gote, wurde im Verlauf des folgenden Aufruhrs ermordet, woraufhin Kaiser Theodosius einschritt und Hinrichtungen befahl, den Befehl aber kurz darauf (und zu spät) wieder zurücknahm. Im Hippodrom von Thessaloniki wurden jedoch von aufgebrachten gotischen Truppen angeblich 7.000 Menschen niedergemetzelt; die Zahl dürfte übertrieben sein, weist aber auf die Größenordnung des Massakers hin. Dieser Vorfall erregte den Zorn des Bischofs von Mailand, Ambrosius, der vom Kaiser Kirchenbuße forderte. Theodosius erklärte sich hierzu bereit, um wieder an der Messe teilnehmen zu können. Zwar wurde die kaiserliche Autorität bei diesem Vorgang nicht in Frage gestellt, es wurde aber immerhin die gestiegene moralische Bedeutung der Kirchenvertreter deutlich, über deren Ansichten sich auch der Kaiser nicht mehr ohne weiteres hinwegsetzen konnte.
  • La Masacre de Tesalónica fue una acción de represalia del emperador romano Teodosio I en 390 contra los habitantes de la ciudad griega de Tesalónica que se habían sublevado. La causa del alzamiento fue que Butherich o Botheric, un magister militum godo de la tropa pretoriana, mandó arrestar a un popular auriga por haber tratado de seducir a un sirviente del emperador o incluso al magister militum mismo, aplicando la ley contra los actos homosexuales que Teodosio había promulgado ese mismo año. Cuando el auriga fue encarcelado los ciudadanos de Tesalónica exigieron que le liberaran. Buherich fue asesinado en el tumulto que se siguió por lo que el emperador que estaba en Milán intervino ordenando represalias contra la población cuando estuvieran en el circo. Aunque revocó la orden, el aviso llegó demasiado tarde y los pretorianos enfurecidos mataron a 7.000 personas, aunque el número probablemente se exageró, el alcance de la masacre fue muy grande en cualquier caso. Este incidente provocó la ira del obispo de Milán Ambrosio que exigió el arrepentimiento del emperador. Concretamente Ambrosio declaró que debía imitar a David en su escala de arrepentimiento como le había imitado en su escala de culpabilidad, y le excomulgó hasta que lo hiciera, y solo le permitió la eucaristía tras varios meses de pública penitencia. Aunque la autoridad imperial no estuvo en cuestión en este proceso, la importacia política de los representantes de la iglesia nunca quedó tan clara, y fue un hecho que el emperador no pudo ignorar en el futuro. Esto muestra la fuerza del obispo en la parte oeste del imperio frente a un importante emperador, que a pesar de haber abolido los cultos paganos ya no era la cabeza de la iglesia y estaba limitado por ello. Como Ambrosio remarcó: "El emperador está en la iglesia no por encima de la iglesia."
  • O chamado Massacre de Tessalônica ou Tessalónica foi um episódio de perseguição e violência contra os não-cristãos do Império Romano ocorrido no ano de 388, e que resultou na morte de 300, 500 ou 7000 pessoas, conforme as diversas versões do fato. O Império Romano passou a tolerar o cristianismo, antes proibido, no ano de 313 d.C. , com o Édito de Milão, assinado durante o império de Constantino I (no Ocidente) e Licínio (no Oriente), no mesmo dia em que ocorreu o casamento de Licínio com Constantia, irmã do imperador ocidental. Com o édito, o cristianismo passou a ser uma das religiões oficiais do Império, havendo uma tentativa de restabelecimento do paganismo, sob a bandeira do imperador Juliano. O cristianismo, após diversos episódios de perseguição desde a sua origem com Jesus Cristo, na região da Palestina, tornou-se a única religião oficial de Roma sob Teodósio I. Mas a decisão não foi aceita uniformemente por todo o Império, pois o chamado paganismo ainda detinha um número muito significativo de adeptos. O imperador sancionou leis proibindo cultos helênicos. Considerados pagãos, filósofos e professores tiveram que partir para o exílio, para evitar perseguições da polícia imperial. Uma das medidas de Teodósio I foi tratar com rigidez aqueles que se opuseram aos preceitos do catolicismo, e um dos grandes conflitos entre a nova religião do Império com a tradição pagã dizia respeito à condenação da homossexualidade, uma prática comum na Grécia antiga e mesmo no Império Romano. Os guerreiros espartanos tinham o hábito de dormir com os guerreiros mais jovens até a idade de sua licença. A pederastia era considerada como o melhor exemplo de companheirismo entre guerreiros, pois transmitia valor e coragem. Contudo, não há registro histórico para esta afirmativa, uma vez que havia forte conotação sexual no relacionamento, daí o uso do termo grego eros, na raiz da palavra pederastia. O relacionamento erótico, se dava entre um adulto maduro, o erastés (amante), e um adolescente entre 15 e 18 anos, o erômeno (amado). A escolha de eros para designar tal relacionamento, contrasta com as outras duas palavras gregas para amor: (a) fileo, donde vem amor filial, amor entre parentes e amigos; (b) ágape, sem correspondente em outras línguas, utilizado para um amor divino, superior. Este último termo encontra-se nos evangelhos e na Carta do apóstolo Paulo aos Coríntios, no famoso Capítulo 13. Entre os relacionamentos homossexuais, foi célebre o caso de Alexandre Magno, o grande conquistador, e seu amante Hefestião. Em Roma, o imperador Adriano teve como amante Antônio a quem, depois de matá-lo, sangrando-o, mutilou e dedicou a ele um templo no Egito. Teodósio tinha publicado um decreto que condenava à morte quem praticasse os chamados vícios do homossexualidade ou da pederastia. Aplicando a lei, o chefe da infantaria de origem goda, Buterico, encarcerou em Tessalônica (Grécia) um auriga (condutor de quadrigas de cavalo) do circo, atleta que gozava de grande popularidade e que, por suas atividades, ganhava tanto dinheiro como os melhores desportistas atuais. Houve uma revolta popular e em virtude do ódio aos soldados bárbaros, o general Buterico foi morto. Ao tomar conhecimento do fato, Teodósio, que estava em Milão, ordenou um massacre do povo quando estivesse reunido para o circo. Ele teria revogado a ordem, mas esta chegou tarde e na repressão morreram diversas pessoas. O bispo Ambrósio, numa conduta corajosa, fez frente recriminando a crueldade do imperador. Quando este, mesmo advertido por carta de Ambrósio, quis entrar na igreja acompanhado de sua corte, Ambrósio o impediu com autoridade e valentia: "Não ousaria, em sua presença, oferecer o sacrifício divino". Como o imperador recalcitrasse e invocasse o exemplo de Davi, Ambrósio o recriminava publicamente e lhe perguntava se aquela boca que ordenara tão cruel massacre era digna de receber a hóstia sagrada. Convidava-o a imitar Davi não só no pecado, mas, também, na penitência, pois "o pecado só nos é tirado pelas lágrimas e pela penitência". Teodósio submeteu-se à penitência imposta pelo bispo e esse foi o primeiro exemplo da submissão de um imperador ao poder espiritual.
rdfs:comment
  • The Massacre of Thessalonica was a retaliatory action by the Roman Emperor Theodosius I in 390 against the inhabitants of Thessalonica, who had risen in revolt. In April 390, Butheric, the Roman military commander in command of Illyricum (which included Thessalonica), had a popular charioteer arrested for a sexual offence. The populace demanded the charioteer's release and, as Butheric refused, a general mutiny ensued which cost Butheric and several other Roman authorities their lives.
  • Das Massaker von Thessaloniki war eine Vergeltungsaktion, die der römische Kaiser Theodosius I. im Jahre 390 an aufständischen Bewohnern der griechischen Stadt Thessaloniki durchführen ließ. Anlass der Aufstandsbewegung war die vom Heermeister des Kaisers, Butherich, angeordnete Verhaftung eines beliebten Wagenlenkers, der einen Diener oder sogar den Heermeister selber versucht hatte sexuell zu verführen.
  • La Masacre de Tesalónica fue una acción de represalia del emperador romano Teodosio I en 390 contra los habitantes de la ciudad griega de Tesalónica que se habían sublevado.
  • O chamado Massacre de Tessalônica ou Tessalónica foi um episódio de perseguição e violência contra os não-cristãos do Império Romano ocorrido no ano de 388, e que resultou na morte de 300, 500 ou 7000 pessoas, conforme as diversas versões do fato. O Império Romano passou a tolerar o cristianismo, antes proibido, no ano de 313 d.C.
rdfs:label
  • Massacre of Thessalonica
  • Massaker von Thessaloniki
  • Masacre de Tesalónica
  • Massacre de Tessalônica
skos:subject
foaf:depiction
foaf:page
is dbpprop:redirect of