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- The idea of human artifacts being given life has fascinated mankind for as long as men have been recording their myths and stories. Whether Pygmalion or Frankenstein, mankind has been fascinated with the idea of artificial life.
- Ficheiro:Wikify. png Este artigo ou seção precisa ser wikificado. Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo. A história da vida artificial trata do estudo de sistemas construídos por seres humanos que exibem comportamentos característicos de sistemas vivos naturais. Ele completa as ciências biológicas tradicionais que concentram-se na análise dos organismos vivos, ao sintetizar comportamentos parecidos aos de destes em outro meio, tais como os computadores. Ao estender as fundações empíricas sobre a biologia além da vida baseada em cadeias de carbono que envolvem toda a Terra, a Vida Artificial pode contribuir com a biologia teórica mudando da visão da vida-como-nós-a-conhecemos para uma visão maior da vida-como-ela-poderia-ser. Este é, em essência, o pensamento desenvolvido por Langton (1989), no livro Artificial Life. O mais importante na definição de Langton é que a Vida Artificial deveria ver a vida como uma propriedade da organização da matéria, ao invés de uma propriedade da matéria que foi organizada. Enquanto que a biologia concentra-se principalmente com as matérias básicas da vida, a Vida Artificial está preocupada com as bases formais da vida. Ela inicia-se de baixo, vendo o organismo como um grande população de máquinas simples, e trabalha sinteticamente a partir daí – construindo grandes agregados de objetos simples governados por regras, os quais interagem com os demais de uma forma não-linear, suportando dinâmicas globais, baseadas nos organismos vivos. O principal conceito em Vida Artificial é o comportamento emergente. Logo, a Vida Artificial preocupa-se com a orquestração dos comportamentos destas máquinas simples de baixo nível, para que o comportamento emergente no nível global seja essencialmente o mesmo que os comportamentos exibidos pelos sistemas vivos naturais. Ou seja, a Vida Artificial concentra-se na geração de comportamentos parecidos com os dos sistemas naturais. A metodologia apresentada por Langton é compatível com as noções de emergência apresentados anteriormente: a partir de iterações não-lineares de componentes simples e mecânicos, pode-se observar a emergência de comportamentos complicados, imprevisíveis, em suma, parecidos com os comportamentos naturais. Organismos vivos naturais também são compostos por componentes não-vivos. Como visto anteriormente, o problema da biologia é precisamente a emergência da vida a partir de componentes nãovivos. As substâncias destes componentes seguem, e são completamente descritas, pelas leis físicas, no entanto uma explicação física sobre a totalidade dos sistemas vivos é incompleta. Similarmente, na Vida Artificial, nós temos componentes formais obedecendo um conjunto particular de axiomas, e a partir de suas iterações, alguns comportamentos globais emergem, os quais não são totalmente explicados pelas regras formais locais. Analogamente, as regras formais atuam como leis físicas artificiais e o comportamento global, se for reconhecido como similar aos comportamentos naturais, atua como uma biologia artificial, numa aproximação bottom-up para os comportamentos complexos. Obviamente, o principal axioma assumido pela Vida Artificial é que a forma lógica de um organismo pode ser separada de seus materiais básicos dos quais esse é formado, e que a vida em si pode ser encarada como uma propriedade desta forma lógica, ao invés das substâncias que a compõem. A idéia aqui é que estamos aptos a descobrir os princípios básicos da organização de sistemas vivos, logo as substâncias usadas para a criação da vida são irrelevantes. Ao investigar estes princípios básicos, estuda-se não apenas a vida biológica, baseada em cadeias de carbono (vida-como-nós-a-conhecemos), mas também as regras universais da vida (vida-como-ela-poderia-ser). Apesar de ser, reconhecidamente, uma das bases da Vida Artificial, a abordagem de Langton apresenta alguns problemas. A observação de comportamentos emergentes em sistemas formais complexos, na busca por comportamentos interessantes, indica uma certa circularidade. Se a Vida Artificial concentra-se na busca de comportamentos parecidos com os naturais em sistemas artificiais, universais, as pesquisas apresentadas nos últimos anos vêm entrelaçando os conceitos da vida-comoela-poderia-ser com a vida-como-nós-a-conhecemos através da análise de algumas semelhanças subjetivas. Esta abordagem dificilmente pode ser aceita como a busca por princípios universais. O problema surge na análise dos comportamentos observados nos sistemas desenvolvidos. Esta análise, normalmente, é feita de forma subjetiva, baseada nas crenças pessoais sob como a vida deve ser, como ela deve desenvolver-se, evoluir e, principalmente, como ela se apresenta diante de nossos olhos. Estas crenças são formadas pela nossa própria convivência com o único sistema biológico natural disponível para análise, que envolve todo o planeta Terra. Mas mesmo se a própria Terra pudesse repetir seu processo evolutivo, seria altamente improvável que o sistema biológico global reaparecesse com suas formas atuais. O mesmo se aplica a qualquer outro planeta, ou sistema, eventualmente habitável: a chance de surgirem sistemas genéticos iguais aos nossos, com seleção das mesmas singularidades levando às mesmas combinações de genes são extremamente remotas. No entanto, ao estudarmos a evolução da vida na Terra, percebe-se que, embora os detalhes sejam diferentes, há modelos de problemas que são bem gerais; as soluções comuns para esses problemas poderiam se aplicar a qualquer lugar do universo e a qualquer sistema. Por exemplo, o vôo foi desenvolvido pelos ancestrais dos pássaro, dos inseto, dos morcego e dos peixes teleósteos. Outro exemplo é a fotossíntese, criada por diferentes organismos do grupo de bactérias. Há, entretanto, muitas soluções acidentais importantes, tal como o conjunto de singularidades anatômicas que nós herdamos a partir das células que saíram da água. Estas particularidades foram chamadas de paroquias, para distinguirem-se das soluções universais, por Cohen (1992). Para ele, assim como podemos reconhecer as soluções universais em nossa história evolutiva, pois estas manifestam-se de muitas maneiras, deveríamos ser capazes de reconhecer as soluções paroquiais, porque estas só aconteceram uma vez. Mas isso não é tão fácil, mesmo porque nem sempre é possível saber se algo aconteceu apenas uma vez, ou várias vezes. Para Patee (1989), a Vida Artificial deve ser comparada com um mundo sem vida, real ou artificial. A vida num mundo artificial, para ele, requereria a exploração do que nós conhecemos por realidades físicas ou matemáticas alternativas. Para que a Vida Artificial realmente estendesse a visão da biologia, deveríamos estender também os nossos conceitos para os comportamentos esperados por estas, teoricamente, novas formas de vida. Podemos perceber, então, dois objetivos diferentes para a Vida Artificial, de acordo com Rocha (1997). O primeiro, mais rígido, concentra-se na sintetização da Vida Artificial a partir de componentes computacionais ou materiais robôs auto-situáveis, de acordo com os conceitos de Brooks (1991). O segundo, mais brando, está interessado em obter comportamentos semelhantes aos dos sistemas naturais, e é essencialmente metafórico. Para ser aceito como um campo científico, a Vida Artificial, além de imitar comportamentos subjetivos, deve concentrar-se na investigação das regras que nos permitem distinguir a vida da não-vida e que possam ser replicados experimentalmente em discursos científicos. Segundo Rocha, não importa em qual dos dois objetivos está a meta, os artefatos e modelos a serem construídos devem sempre explicitar o conjunto de regras nos quais eles foram baseados, para que possam demonstrar porque tal organização artificial está viva ou observa alguns comportamentos parecidos com os dos sistemas vivos. Naturalmente, os requisitos para a pesquisa da síntese da Vida Artificial são muito mais rigorosos, pois este não importa-se apenas com o limiar comportamental que possa ser comparado com os sistemas biológicos, mas sim com a realização de uma organização artificial que esteja de acordo com os sistemas vivos em todos os seus aspectos. A pesquisa de comportamentos semelhantes aos sistemas naturais restringem-se a simulação de algumas características até que algum limiar seja satisfeito.
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