Enrique Ángel Angelelli (17 June 1923 – 4 August 1976) was a bishop of the Roman Catholic Church in Argentina and assassinated during the Dirty War for his involvement with social issues. His cause of sainthood opened in 2015 and is titled a Servant of God. Angelelli, whose commitment to the "Church of the Poor" offered a model for the future Pope Francis, was murdered two months after U.S. Secretary of State Henry Kissinger gave Argentina's ruling military dirty "warriors" a green light for their illegal repression, which included the torture and murder of tens of thousands and the creation of more than 340 clandestine concentration camps throughout the country.

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  • Enrique Ángel Angelelli Carletti (Córdoba, 18 de julio de 1923 – La Rioja, 4 de agosto de 1976) fue un obispo católico argentino. Fue padre conciliar en el Concilio Vaticano II, durante el cual apoyó públicamente las posiciones renovadoras. Fue designado obispo de la diócesis de La Rioja (Dioecesis Rioiensis) el 3 de julio de 1968. La diócesis incrementó significativamente el número de sus sacerdotes y de parroquias durante su ministerio episcopal. Caracterizado por su fuerte compromiso social, formó parte del grupo de obispos que se enfrentó a la dictadura militar iniciada en la Argentina en 1976, autodenominada Proceso de Reorganización Nacional. De su muerte, acaecida en ese mismo año y presentada por las autoridades militares como accidente automovilístico, se sospechó que se trataba de un asesinato encubierto hasta que el 4 de julio de 2014, transcurridos casi 38 años, Luciano Benjamín Menéndez y Luis Fernando Estrella fueron condenados a cadena perpetua por el crimen. El 4 de agosto de 2006, al cumplirse 30 años de su muerte, el entonces presidente de la Conferencia Episcopal Argentina Jorge Bergoglio, luego papa Francisco, había señalado en una homilía en la catedral de La Rioja que monseñor Enrique Angelelli «recibía pedradas por predicar el Evangelio y derramó su sangre por ello». (es)
  • Enrique Ángel Angelelli (* 17. Juni 1923 in Córdoba; † 4. August 1976) war römisch-katholischer Bischof von La Rioja. Zur Zeit der argentinischen Militärdiktatur des Prozesses der Nationalen Reorganisation wurde Angelelli wegen seines Einsatzes in sozialen Fragen in Argentinien getötet. (de)
  • Nel 2015 è stato nominato Servo di Dio. (it)
  • Enrique Angelelli (Córdoba, 1923 – La Rioja, 1976), de son nom complet Enrique Ángel Angelelli Carletti, était un évêque catholique argentin. Il fut père conciliaire du concile Vatican II et soutint ouvertement les positions des rénovateurs. Après qu’il eut été désigné évêque de La Rioja en juillet 1968, le diocèse vit s’accroître sensiblement le nombre de ses prêtres et de ses paroisses. Se signalant par son fort engagement social, il fit notamment partie, avec Carlos Horacio Ponce de León, Jorge Novak, Jaime de Nevares et Miguel Hesayne, du groupe d’évêques qui s’opposa ouvertement à la dictature militaire dite Processus de réorganisation nationale mise en place en Argentine en 1976. Concernant sa mort, survenue cette même année et présentée par les autorités militaires comme un accident d’automobile, des soupçons existent qu’il s’est agi en fait d’un assassinat déguisé. Le 4 août 2006, à l’occasion du 30e anniversaire de sa disparition, le président de la conférence épiscopale argentine, Jorge Bergoglio, le futur pape François, déclara dans une homélie prononcée en la cathédrale de La Rioja, que monseigneur Enrique Angelelli « recevait des coups de pierre pour avoir prêché l’Évangile et versa son sang pour cela ». (fr)
  • Enrique Ángel Angelelli (17 June 1923 – 4 August 1976) was a bishop of the Roman Catholic Church in Argentina and assassinated during the Dirty War for his involvement with social issues. His cause of sainthood opened in 2015 and is titled a Servant of God. Angelelli, whose commitment to the "Church of the Poor" offered a model for the future Pope Francis, was murdered two months after U.S. Secretary of State Henry Kissinger gave Argentina's ruling military dirty "warriors" a green light for their illegal repression, which included the torture and murder of tens of thousands and the creation of more than 340 clandestine concentration camps throughout the country. (en)
  • Enrique Angelelli, nasceu no dia 18 de julho de 1923, em Córdoba, filho de imigrantes italianos. Em 24 de agosto de 1969, assumiu o cargo de bispo da Diocese de La Rioja (Argentina). Sua ação pastoral foi inspiradas pelos documentos do Concílio Vaticano II, da Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e da Declaração de San Miguel. Realizou um trabalho que o tornou conhecido como o "bispo dos pobres". Em sua primeira declaração como bispo afirmou: e . Em sua ação pastoral gostava muito de visitar as pessoas e recomendava: Em maio de 1970, foi realizada a primeira das Jornadas de Pastoral, que reuniram um número considerável de sacerdotes, religiosas e leigos de todas as classes sociais. Dentre as conclusões dessas jornadas, destaca-se aquela que afirma que: Estas jornadas mobilizaram religiosas/os e leigos em prol de uma igreja missionária, a serviço do povo e da libertação do homem, mas geraram críticas que afirmavam que eram ações de recrutamento e doutrinação, ações anti-governamentais animadas por "tercermundistas" e comunistas, com inequívocos fins políticos. Como resultado dessa ação pastoral, foram criados sindicatos, cooperativas, centros vicinais, agrupamentos de bairros para a construção de moradias, provisão de água potável, luz elétrica etc. Em 1973, o Papa Paulo VI encaminhou Dom Vicente Zazpe, como bispo visitador para investigar algumas acusações contra Angelelli. Após os trabalhos, investigativos, Dom Vicente afirmou: Em 24 de março de 1976, ocorreu um Golpe Militar na Argentina. Em abril, Angelelli viajou para Buenos Aires, para pedir ao Ministro do Interior, General Albano Harguindeguy, a libertação do Padre Eduardo Ruiz. No dia 18 de julho desse ano, dois padres de sua diocese foram assassinados por agentes da Ditadura Militar na Argentina. No dia 04 de agosto de 1976, Angelelli foi assassinado por agentes da Ditadura Militar na Argentina, por meio de um acidente automobilístico simulado. O fato ocorreu no mesmo dia no qual Angelelli celebrou o funeral dos dois padres de sua diocese que foram assassinados . O Fiat 125 Multicarga que era conduzido por Angelelli foi fechado por outro veículo, quando retornava de Chamical para a capital da Província de La Rioja, e capotou. Naquele veículo também existia uma pasta com informações sobre os assassinatos dos sacerdotes, que seria enviada ao Vaticano . O padre Arturo Aído Pinto, que viajava junto com Angelelli, afirmou que, durante o trajeto, foram seguidos por um carro que logo lhes ultrapassou no caminho, provocando o acidente. Peregrino Fernández afirmou ao Grupo de Trabalho de Desaparições Forçadas de Pessoas, da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, que a pasta com toda a documentação que Angelelli havia recolhido sobre a morte dos padres e do leigo Wenceslao Pederne, apareceu, dias depois, no escritório do Ministro do Interior. em 2006, o Cardeal Jorge Bergoglio, que posteriormente seria o Papa Francisco, foi até La Rioja para presidir cerimônias que recordaram a morte de Angelelli. Na ocasião foi instaurada uma comissão de investigação eclesiástica do fato, encabeçada por Giaquinta. Desde de a época do fato, alguns bispos como Miguel Hesayne, Jorge Novak e Jaime de Nevares sustentaram a tese da existência de homicídio qualificado, contra a versão da ditadura sobre o acidente.. Em 2010, uma investigação oficial foi aberta e concluiu que Angelelli foi vitima de um "acidente automobilístico provocado". Em novembro de 2011, Daniel Herrera Piedrabuena, juiz federal de La Rioja, aceitou a denuncia contra Jorge Rafael Videla, Luciano Benjamín Menéndez e Harguindeguy pelo crime. O julgamento foi concluído em 04 de julho de 2014, com a condenação de Menéndez e Luis Estrella à prisão perpétua. (pt)
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  • Enrique Ángel Angelelli (* 17. Juni 1923 in Córdoba; † 4. August 1976) war römisch-katholischer Bischof von La Rioja. Zur Zeit der argentinischen Militärdiktatur des Prozesses der Nationalen Reorganisation wurde Angelelli wegen seines Einsatzes in sozialen Fragen in Argentinien getötet. (de)
  • Nel 2015 è stato nominato Servo di Dio. (it)
  • Enrique Ángel Angelelli (17 June 1923 – 4 August 1976) was a bishop of the Roman Catholic Church in Argentina and assassinated during the Dirty War for his involvement with social issues. His cause of sainthood opened in 2015 and is titled a Servant of God. Angelelli, whose commitment to the "Church of the Poor" offered a model for the future Pope Francis, was murdered two months after U.S. Secretary of State Henry Kissinger gave Argentina's ruling military dirty "warriors" a green light for their illegal repression, which included the torture and murder of tens of thousands and the creation of more than 340 clandestine concentration camps throughout the country. (en)
  • Enrique Ángel Angelelli Carletti (Córdoba, 18 de julio de 1923 – La Rioja, 4 de agosto de 1976) fue un obispo católico argentino. Fue padre conciliar en el Concilio Vaticano II, durante el cual apoyó públicamente las posiciones renovadoras. Fue designado obispo de la diócesis de La Rioja (Dioecesis Rioiensis) el 3 de julio de 1968. La diócesis incrementó significativamente el número de sus sacerdotes y de parroquias durante su ministerio episcopal. Caracterizado por su fuerte compromiso social, formó parte del grupo de obispos que se enfrentó a la dictadura militar iniciada en la Argentina en 1976, autodenominada Proceso de Reorganización Nacional. De su muerte, acaecida en ese mismo año y presentada por las autoridades militares como accidente automovilístico, se sospechó que se trataba d (es)
  • Enrique Angelelli (Córdoba, 1923 – La Rioja, 1976), de son nom complet Enrique Ángel Angelelli Carletti, était un évêque catholique argentin. Il fut père conciliaire du concile Vatican II et soutint ouvertement les positions des rénovateurs. Après qu’il eut été désigné évêque de La Rioja en juillet 1968, le diocèse vit s’accroître sensiblement le nombre de ses prêtres et de ses paroisses. Se signalant par son fort engagement social, il fit notamment partie, avec Carlos Horacio Ponce de León, Jorge Novak, Jaime de Nevares et Miguel Hesayne, du groupe d’évêques qui s’opposa ouvertement à la dictature militaire dite Processus de réorganisation nationale mise en place en Argentine en 1976. Concernant sa mort, survenue cette même année et présentée par les autorités militaires comme un accident (fr)
  • Enrique Angelelli, nasceu no dia 18 de julho de 1923, em Córdoba, filho de imigrantes italianos. Em 24 de agosto de 1969, assumiu o cargo de bispo da Diocese de La Rioja (Argentina). Sua ação pastoral foi inspiradas pelos documentos do Concílio Vaticano II, da Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e da Declaração de San Miguel. Realizou um trabalho que o tornou conhecido como o "bispo dos pobres". Em sua primeira declaração como bispo afirmou: e . Em sua ação pastoral gostava muito de visitar as pessoas e recomendava: (pt)
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